Estamos hospedados no centro da Cidade de Tete. Quando atravessamos a ponte, chegamos a outros bairros e no distrito de Moatize, que é onde o Paulo trabalha. E a diferença é enorme. Lá os pequenos comércios, ou melhor, banquinhas (como os nossos camelôs) estão espalhadas por toda a rodovia. A minoria das pessoas fala português. E como o português aqui é aprendido na escola, em casa falam o nhungue, podemos deduzir que a maioria nunca entrou em uma sala de aula.

Eramos aliens no meio de toda aquela gente. Mesmo com muitos estrangeiros na cidade, são poucos os que querem interagir com a população ou que vão conhecer a pé algum bairro pobre ou comunidade. Então, houve um estranhamento grande com nossa presença.


Mas não foi assim com todas. Algumas estavam brincando com carrinhos construídos por elas mesmas. De repente, o Paulo aponta a máquina fotográfica dele para elas. E foi como se estivessem vendo um fantasma. Sumiram no mapa. Não entendemos nada... Acreditamos elas devem ter alguma crença ruim com relação a fotografia...


