Domingo fizemos uma expedição para o outro lado da ponte.
Estamos hospedados no centro da Cidade de Tete. Quando atravessamos a ponte, chegamos a outros bairros e no distrito de Moatize, que é onde o Paulo trabalha.

Eramos aliens no meio de toda aquela gente. Mesmo com muitos estrangeiros na cidade, são poucos os que querem interagir com a população ou que vão conhecer a pé algum bairro pobre ou comunidade. Então, houve um estranhamento grande com nossa presença.


Mas não foi assim com todas. Algumas estavam brincando com carrinhos construídos por elas mesmas. De repente, o Paulo aponta a máquina fotográfica dele para elas. E foi como se estivessem vendo um fantasma. Sumiram no mapa. Não entendemos nada... Acreditamos elas devem ter alguma crença ruim com relação a fotografia...


Estamos hospedados no centro da Cidade de Tete. Quando atravessamos a ponte, chegamos a outros bairros e no distrito de Moatize, que é onde o Paulo trabalha. Da varanda do meu quarto e pela janela do carro sempre víamos pessoas com hábitos bem diferentes das que estão no centro da cidade. Por isso, resolvemos explorar a pé essa região.
E a diferença é enorme. Lá os pequenos comércios, ou melhor, banquinhas (como os nossos camelôs) estão espalhadas por toda a rodovia. A minoria das pessoas fala português. E como o português aqui é aprendido na escola, em casa falam o nhungue, podemos deduzir que a maioria nunca entrou em uma sala de aula.
E a diferença é enorme. Lá os pequenos comércios, ou melhor, banquinhas (como os nossos camelôs) estão espalhadas por toda a rodovia. A minoria das pessoas fala português. E como o português aqui é aprendido na escola, em casa falam o nhungue, podemos deduzir que a maioria nunca entrou em uma sala de aula.

Uma pena, porque são pessoas super interessantes, curiosas e criativas.
Eramos aliens no meio de toda aquela gente. Mesmo com muitos estrangeiros na cidade, são poucos os que querem interagir com a população ou que vão conhecer a pé algum bairro pobre ou comunidade. Então, houve um estranhamento grande com nossa presença.
Encontramos homens se refrescando e tomando banho em uma parte do rio Zambeze e mulheres e crianças lavando roupas e se divertindo na outra parte. A cada hora chegava mais mulheres carregando bacias enormes no alto de suas cabeças.

As crianças viam a máquina fotográfica e ficavam loucas. Pediam para tirarmos fotos delas. E apenas pelo prazer de fazerem as poses... Era uma festa! Quando começamos a mostrar as imagens delas no visor, ai enlouqueciam de vez. Queriam mais e mais...

Mas não foi assim com todas. Algumas estavam brincando com carrinhos construídos por elas mesmas. De repente, o Paulo aponta a máquina fotográfica dele para elas. E foi como se estivessem vendo um fantasma. Sumiram no mapa. Não entendemos nada... Acreditamos elas devem ter alguma crença ruim com relação a fotografia...Devido ao problema da linguagem, não conseguimos interagir muito. Mas o povo é muito simpático e em sua maioria, feliz! Deu pra entendermos também um pouco mais dos costumes locais como por exemplo: homem anda de mão dadas com outro homem e nunca com uma mulher; as crianças, desde pequenas, aprendem a carregar seus irmãos nas capulanas; quem faz trabalho pesado é a mulher e nunca o homem...

Quando cruzamos novamente a ponte, decidimos conhecer um restaurante que algumas pessoas nos tinham recomendado, o Pemba. Um lugar super agradável. Na margem do Zambeze. Adoramos o local! Comemos chamussas de entrada e como prato principal optamos por experimentar a especialidade da casa: leitão. Foi a primeira vez que encontramos carne de porco em um restaurante. Como boa parte da população é mulçumana e a maioria dos comerciantes também fica difícil achar esse tipo de carne por aqui.
O leitão estava médio. Mas o domingo foi maravilhoso...

